segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
NOTÍCIA DO JORNAL DO BRASIL
Erro no pouso de jatinho mata todos os Mamonas Assassinas Uma operação equivocada do piloto é a versão do Departamento de Aeronáutica Civil para explicar o acidente com o jatinho que causou a morte dos cinco integrantes do grupo Mamonas Assassinas no fim da noite de sábado, em São Paulo. A 10 quilômetros do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, o piloto repetia, a pedido da torre de controle, o procedimento de aterrissagem. No entanto, em vez de fazer uma curva para a direita, virou o avião Lear Jet 25, PT-LSD, para a esquerda, chocando-se com a Serra da Cantareira. Além dos componentes da banda - Dinho, que completaria 25 anos amanhã, os irmãos Samuel e Sérgio, Júlio e Bento -, também morreram no acidente o piloto, o co-piloto e dois assistentes dos artistas. Numa carreira fulminante de apenas oito meses, período em que vendeu quase 1,8 milhão de cópias de um único disco com músicas irreverentes e debochadas, o grupo, formado por jovens da classe C ascendente de Guarulhos, conquistou multidões de crianças e adolescentes em todo o país. A morte trágica de seus cinco integrantes causou comoção nacional. Ontem, houve um minuto de silêncio, no Maracanã, antes do jogo Flamengo e Botafogo. O último show dos Mamonas, sábado, em Brasília, foi visto por mais de 8 mil pessoas.
Erro no pouso de jatinho mata todos os Mamonas Assassinas Uma operação equivocada do piloto é a versão do Departamento de Aeronáutica Civil para explicar o acidente com o jatinho que causou a morte dos cinco integrantes do grupo Mamonas Assassinas no fim da noite de sábado, em São Paulo. A 10 quilômetros do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, o piloto repetia, a pedido da torre de controle, o procedimento de aterrissagem. No entanto, em vez de fazer uma curva para a direita, virou o avião Lear Jet 25, PT-LSD, para a esquerda, chocando-se com a Serra da Cantareira. Além dos componentes da banda - Dinho, que completaria 25 anos amanhã, os irmãos Samuel e Sérgio, Júlio e Bento -, também morreram no acidente o piloto, o co-piloto e dois assistentes dos artistas. Numa carreira fulminante de apenas oito meses, período em que vendeu quase 1,8 milhão de cópias de um único disco com músicas irreverentes e debochadas, o grupo, formado por jovens da classe C ascendente de Guarulhos, conquistou multidões de crianças e adolescentes em todo o país. A morte trágica de seus cinco integrantes causou comoção nacional. Ontem, houve um minuto de silêncio, no Maracanã, antes do jogo Flamengo e Botafogo. O último show dos Mamonas, sábado, em Brasília, foi visto por mais de 8 mil pessoas.
Os Mamonas Assassinas foram sem dúvida nenhuma o maior sucesso de toda história do pop brasileiro. Suas letras sacanas e escrachadas, seus arranjos criativos e presença brincalhona do vocalista Dinho garantiram ao grupo espaço junto ao público adolescente e, para a própria surpresa deles, infantil. Tanto que foram o primeiro grupo brasileiro que em seu primeiro disco vendeu mais um milhão de cópias.
No começo era o Utopia, uma banda especializada em covers de grupos como Rush e Legião Urbana. Certo dia eles faziam um show num ginásio na cidade de Guarulhos quando o público pediu para que cantassem uma música do GunsN'Roses. Como nenhum dos integrantes do Utopia sabia a letra, convidaram alguém da platéia para assumir o vocal. Foi aí que Dinho se apresentou. Ele também não sabia a letra, mas provocou tantas gargalhadas no público com as palhaçadas que fez no palco, que acabou sendo convidado a fazer parte da banda.
Com um novo integrante, o grupo começava a percorrer a periferia de São Paulo. Gravaram inclusive um disco, que não chegou a vender mais de 100 cópias. Tentavam se impor pela seriedade, mas acabavam sempre caindo no escracho: "Mesmo cantando músicas sérias, já tínhamos a mania de passar a mão na bunda um do outro no palco", explicava Dinho. Além disso, era comum fazerem músicas com letras engraçadas, brincando com a cara de amigos e parentes. Tão engraçadas que resolveram arriscar uma mudança de rumo.
Para começar mudaram o nome da banda, afinal não ficava bem uma banda com o nome de Utopia cantar aquele tipo de música. Entre as muitas idéias que apareceram pode-se destacar Os Cangaceiros De Teu Pai, Coraçõezinhos Apertados, Uma rapa de Zé e Tangas Vermelhas. Mamonas Assassinas foi o escolhido porque, segundo Dinho, "foi o que mais fez a gente rir". Hilária também era a versão em inglês do nome do grupo, indicando que na verdade as "mamonas" não eram as tão inocentes frutinhas que as crianças pensavam: The Killer Big Breasts.
Com a fita-demo pronta, agora era com as gravadoras... e foi a EMI que acabou lançando os Mamonas Assassinas. Nessa contratação há o papel decisivo de Rafael, o filho do diretor artístico da EMI-Odeon João Augusto Soares e baterista do grupo Baba Cósmica, que tanto encheu tanto o saco do pai que este foi conferir e gostou do que viu. E assim, no dia 28/04/1995, foi assinado o pedaço de papel mais importante da vida dos fabs five de Guarulhos.
Além disso, no dia 09/05/1995, os Mamonas Assassinas, graças ao trabalho de uma assessora de imprensa contratada pelo empresário do grupo (e praticamente o sexto Mamona), Rick Bonadio, o Creuzebek, fazem sua estréia nacional em grande estilo: no programa Jô Soares Onze e Meia. Estava aberta a porta para o sucesso.
Sucesso este que se refletiu em uma média de 5 shows por semana, em milhões de cópias vendidas, em centenas de milhares de fãs espalhados pelo Brasil e pelo mundo. E foi assim, no sucesso, que eles se foram, no dia 02/03/1996, quando o avião onde eles viajavam se chocou com a Serra da Cantareira, em São Paulo. Ou, como diria a rapaziada em sua tão conhecida irreverência e alegria: "O piloto deu sinal de luz, mas o morro não saiu da frente."
No começo era o Utopia, uma banda especializada em covers de grupos como Rush e Legião Urbana. Certo dia eles faziam um show num ginásio na cidade de Guarulhos quando o público pediu para que cantassem uma música do GunsN'Roses. Como nenhum dos integrantes do Utopia sabia a letra, convidaram alguém da platéia para assumir o vocal. Foi aí que Dinho se apresentou. Ele também não sabia a letra, mas provocou tantas gargalhadas no público com as palhaçadas que fez no palco, que acabou sendo convidado a fazer parte da banda.
Com um novo integrante, o grupo começava a percorrer a periferia de São Paulo. Gravaram inclusive um disco, que não chegou a vender mais de 100 cópias. Tentavam se impor pela seriedade, mas acabavam sempre caindo no escracho: "Mesmo cantando músicas sérias, já tínhamos a mania de passar a mão na bunda um do outro no palco", explicava Dinho. Além disso, era comum fazerem músicas com letras engraçadas, brincando com a cara de amigos e parentes. Tão engraçadas que resolveram arriscar uma mudança de rumo.
Para começar mudaram o nome da banda, afinal não ficava bem uma banda com o nome de Utopia cantar aquele tipo de música. Entre as muitas idéias que apareceram pode-se destacar Os Cangaceiros De Teu Pai, Coraçõezinhos Apertados, Uma rapa de Zé e Tangas Vermelhas. Mamonas Assassinas foi o escolhido porque, segundo Dinho, "foi o que mais fez a gente rir". Hilária também era a versão em inglês do nome do grupo, indicando que na verdade as "mamonas" não eram as tão inocentes frutinhas que as crianças pensavam: The Killer Big Breasts.
Com a fita-demo pronta, agora era com as gravadoras... e foi a EMI que acabou lançando os Mamonas Assassinas. Nessa contratação há o papel decisivo de Rafael, o filho do diretor artístico da EMI-Odeon João Augusto Soares e baterista do grupo Baba Cósmica, que tanto encheu tanto o saco do pai que este foi conferir e gostou do que viu. E assim, no dia 28/04/1995, foi assinado o pedaço de papel mais importante da vida dos fabs five de Guarulhos.
Além disso, no dia 09/05/1995, os Mamonas Assassinas, graças ao trabalho de uma assessora de imprensa contratada pelo empresário do grupo (e praticamente o sexto Mamona), Rick Bonadio, o Creuzebek, fazem sua estréia nacional em grande estilo: no programa Jô Soares Onze e Meia. Estava aberta a porta para o sucesso.
Sucesso este que se refletiu em uma média de 5 shows por semana, em milhões de cópias vendidas, em centenas de milhares de fãs espalhados pelo Brasil e pelo mundo. E foi assim, no sucesso, que eles se foram, no dia 02/03/1996, quando o avião onde eles viajavam se chocou com a Serra da Cantareira, em São Paulo. Ou, como diria a rapaziada em sua tão conhecida irreverência e alegria: "O piloto deu sinal de luz, mas o morro não saiu da frente."
Belchior, cantor:
"O tipo de dicção que aparece em certas músicas deles talvez traga alguma referência à minha forma de cantar. Eu não acho que essa citação seja elogiosa nem ofensiva, já que a intenção não é crítica e sim cômica."
"Eu ri na primeira vez que ouvi. Eles seguem uma tradição do mau gosto e incorporam humor à rebeldia roqueira, mas ninguém vai buscar eternidade numa música dos Mamonas Assassinas." Alexandre, cantor do Só para Contrariar:
"Da mesma forma que a gente pode gravar um rock com o nosso tipo de letra, eles podem gravar um samba no estilo deles, que é o da comédia. Isso não é gozação com o samba. É a identidade deles e é legal." Marcelo Frommer, guitarrista do Titãs:
"Eles fazem tudo na base do estereótipo, imitando brega, imitando pagode. A princípio eu achei de mau gosto. Depois passei a ver a coisa como um pastelão saudável." Marcelo Madureira, integrante do Casseta & Planeta:
"Essa música do português só não é melhor porque não fui eu que fiz." Falcão, cantor:
"Meu trabalho é mais adulto, o deles é mais adolescente, mas para mim é motivo de honra ser identificado como inspiração." Roberto Leal, cantor português:
"Fiquei sabendo desta paródia quando me procuraram para saber sobre um suposto processo por plágio. Era tudo mentira."
"É pura gozação, sem maldade. Se fosse falta de respeito eu processaria. Mamonas o que mesmo? Só posso desejar sucesso." Samuel, do Skank:
"Eles são a continuação de uma tradição do Premê, do Língua de Trapo, dos Inimigos do Rei. São engraçados e divertidos." Edu K, cantor, ex DeFalla:
"Eles acertaram em cheio na sacação de mercado e merecem respeito porque não são armação." Dado Villa-Lobos, do Legião Urbana:
"A banda que desbancou o Legião! Não é o tipo de música que eu ouço em casa, mas eles são ótimos."
"O tipo de dicção que aparece em certas músicas deles talvez traga alguma referência à minha forma de cantar. Eu não acho que essa citação seja elogiosa nem ofensiva, já que a intenção não é crítica e sim cômica."
"Eu ri na primeira vez que ouvi. Eles seguem uma tradição do mau gosto e incorporam humor à rebeldia roqueira, mas ninguém vai buscar eternidade numa música dos Mamonas Assassinas." Alexandre, cantor do Só para Contrariar:
"Da mesma forma que a gente pode gravar um rock com o nosso tipo de letra, eles podem gravar um samba no estilo deles, que é o da comédia. Isso não é gozação com o samba. É a identidade deles e é legal." Marcelo Frommer, guitarrista do Titãs:
"Eles fazem tudo na base do estereótipo, imitando brega, imitando pagode. A princípio eu achei de mau gosto. Depois passei a ver a coisa como um pastelão saudável." Marcelo Madureira, integrante do Casseta & Planeta:
"Essa música do português só não é melhor porque não fui eu que fiz." Falcão, cantor:
"Meu trabalho é mais adulto, o deles é mais adolescente, mas para mim é motivo de honra ser identificado como inspiração." Roberto Leal, cantor português:
"Fiquei sabendo desta paródia quando me procuraram para saber sobre um suposto processo por plágio. Era tudo mentira."
"É pura gozação, sem maldade. Se fosse falta de respeito eu processaria. Mamonas o que mesmo? Só posso desejar sucesso." Samuel, do Skank:
"Eles são a continuação de uma tradição do Premê, do Língua de Trapo, dos Inimigos do Rei. São engraçados e divertidos." Edu K, cantor, ex DeFalla:
"Eles acertaram em cheio na sacação de mercado e merecem respeito porque não são armação." Dado Villa-Lobos, do Legião Urbana:
"A banda que desbancou o Legião! Não é o tipo de música que eu ouço em casa, mas eles são ótimos."
Planos futuros
"Vamos fundar uma seita: a Seita Cheque." - Dinho
"Estamos acabando de comprar a Globo, faremos um programa chamado 25 da Hora, inauguraremos novos estádios de futebol, venderemos terrenos no céu e aceitaremos pagamento de promessas pelo cartão ou cheque (só especial, é claro)." - Dinho Sobre o som que fazem
"... regional world music, diet music ou sonrisal: você escuta e dá risada." - Dinho
"Ficamos um tempão querendo ser iguais aos outros. Quando resolvemos ser a gente mesmo, o negócio rolou. Unimos o útero ao agradável." - Dinho
"Quando escrevi essas letras, não pensava em ninguém, elas eram feitas para eu mesmo dar risadas." - Dinho
"A gente vê as coisas do dia-a-dia de um jeito engraçado." - Júlio Sobre a fama e o sucesso
"A gente sempre sonhou com isso. Mas nunca achamos que fosse tanto, nem tão rápido." - Bento
"Eu gosto de tudo nessa vida de artista. Viajar é legal, dar entrevista é legal, ser famoso é legal. Mas a melhor coisa do mundo é estar no palco." - Dinho
"Elas podem me achar bonito, mas antes de mais nada eu sou engraçado. Somos engraçados." - Dinho
"Não sei por quanto tempo irão nos aguentar, mas sei que temos besteira para mais unz quinze discos."- Júlio
"A gente recebeu um convite para ir a Portugal, mas, antes, estamos escalando vários seguranças." - Dinho
"Eu me sinto mais à vontade jogando bola com meus amigos de Guarulhos." - Dinho Sobre o nome da banda
"A gente queria mesmo Beatles, mas aí a gente descobriu que esse nome já existia e ficou Mamonas Assassinas." - Dinho Ídolos
"Um exemplo de vida que eu tenho é o Ayrton Senna, não porque ele era o maior, ganhava todas, nem porque todo mundo diz isso. É que ele ensinou a amar um país que tem tudo prá ser o melhor do mundo." - Dinho
"Vamos fundar uma seita: a Seita Cheque." - Dinho
"Estamos acabando de comprar a Globo, faremos um programa chamado 25 da Hora, inauguraremos novos estádios de futebol, venderemos terrenos no céu e aceitaremos pagamento de promessas pelo cartão ou cheque (só especial, é claro)." - Dinho Sobre o som que fazem
"... regional world music, diet music ou sonrisal: você escuta e dá risada." - Dinho
"Ficamos um tempão querendo ser iguais aos outros. Quando resolvemos ser a gente mesmo, o negócio rolou. Unimos o útero ao agradável." - Dinho
"Quando escrevi essas letras, não pensava em ninguém, elas eram feitas para eu mesmo dar risadas." - Dinho
"A gente vê as coisas do dia-a-dia de um jeito engraçado." - Júlio Sobre a fama e o sucesso
"A gente sempre sonhou com isso. Mas nunca achamos que fosse tanto, nem tão rápido." - Bento
"Eu gosto de tudo nessa vida de artista. Viajar é legal, dar entrevista é legal, ser famoso é legal. Mas a melhor coisa do mundo é estar no palco." - Dinho
"Elas podem me achar bonito, mas antes de mais nada eu sou engraçado. Somos engraçados." - Dinho
"Não sei por quanto tempo irão nos aguentar, mas sei que temos besteira para mais unz quinze discos."- Júlio
"A gente recebeu um convite para ir a Portugal, mas, antes, estamos escalando vários seguranças." - Dinho
"Eu me sinto mais à vontade jogando bola com meus amigos de Guarulhos." - Dinho Sobre o nome da banda
"A gente queria mesmo Beatles, mas aí a gente descobriu que esse nome já existia e ficou Mamonas Assassinas." - Dinho Ídolos
"Um exemplo de vida que eu tenho é o Ayrton Senna, não porque ele era o maior, ganhava todas, nem porque todo mundo diz isso. É que ele ensinou a amar um país que tem tudo prá ser o melhor do mundo." - Dinho
Entrevista dos Mamonas Assassinas para a Folhinha, Anna Turra Ajzenberg, 10, Tiago Scrivano, 11, Deborah Lia Corrêa Pinto, 9, e Felipe Altenfelder, 10.
Anna - Qual é o maior sonho de vocês?
Dinho - Maior sonho? Montar uma banda, fazer sucesso e vender 1 milhão de discos. Mas a gente sabe que isso é muito difícil.
Tiago - Não. Qual é o maior sonho agora?
Sergio - Agora é manter isso.
Dinho - E chegar a 2 milhões de discos vendidos.
Deborah - Algum de vocês já foi convidado para uma suruba?
Dinho - Mas que pergunta é essa? Claro que não.
Rosangela - Você está respondendo por todo mundo?
Dinho - Sim. Eu sou o porta-avião da banda.
Felipe - De onde vocês tiram as idéias para as letras das músicas?
Dinho - A maioria das músicas fala de situações do cotidiano. Mas a gente coloca o nosso jeito de ver a coisa. Às vezes, o que pode ser uma tragédia, como a migração nordestina, por exemplo, a gente dá o nosso enfoque. Assim, a coisa fica mais engraçada.
Júlio - A gente vê as tragédias do dia-a-dia de um jeito engraçado.
Anna - Quando você fez sua primeira música?
Dinho - A primeira música, ``Pelados em Santos´´, é de 1991.
Deborah - Quem ficou pelado em Santos? (risos)
Dinho - Eu mesmo! Essa menina só pergunta pornografia. Vocês viram? Só pensa naquilo... (risos)
Felipe - Que esporte vocês praticam?
Dinho - Todo mundo aqui adora futebol, uns mais, outros menos. Os que gostam menos não sabem jogar. É o caso do Júlio e do Bento.
Tiago - Para que time vocês torcem?
Dinho - Eu torço para o Corinthians, graças a Deus! O Bento é palmeirense. Samuel e Sérgio torcem para o São Paulo e o Júlio, para a Portuguesa.
Anna - Como nasceu o grupo?
Samuel - A idéia inicial do grupo, que nem chamava Mamonas ainda, veio do Sérgio.
Felipe - A idéia foi dele?
Samuel - É, ele tocava há mais tempo. Aí eu comecei a tocar também. Nós somos irmãos. Depois, entrou o Bento. A banda era um trio. Tocamos uns cinco ou seis meses assim. Aí, entrou o Dinho e, depois, o Júlio.Anna - Como surgiu o nome ``Mamonas Assassinas´´?
Dinho - A gente queria mesmo Beatles, mas aí a gente descobriu que esse nome já existia e ficou Mamonas Assassinas.
Deborah - Qual de vocês é o ``Robocop Gay´´?
Dinho, Samuel e Sérgio - É o Júlio. (risos)
Júlio - O que foi?Dinho, Samuel e Sérgio - Isso você não precisa saber. (risos)
Anna - Que música deu mais trabalho para fazer?
Dinho - O instrumental de ``Lá Vem o Alemão´´, porque a gente não sabe tocar samba e precisou pedir ajuda para os grupos Negritude Jr e Art Popular.
Felipe - Vocês falavam muitos palavrões quando eram crianças?
Dinho - Eu não. Só o suficiente.
Felipe - Onde vocês se encontraram?
Samuel - O irmão do Bento trabalhava com o Sérgio, meu irmão. O Dinho, a gente conheceu em um show. O Júlio, encontramos na rua. Ele era menor abandonado e vendia coisas no farol.
Deborah - Vocês já comeram tatu?
Dinho - Vocês entendem tudo errado. Comer tatu é bom, o problema é que dá dor nas costas, porque, quando ele entra no buraco, você tem de ficar agachado pra tirar o bicho de lá.
Tiago - Onde vocês acharam a música do sabão crá-crá?
Dinho - O Bento cantou a canção e a gente gostou. Como não encontramos registro da música, colocamos no disco que ela é de ``autor desconhecido´´.
Tiago - Vocês usam sabão crá-crá?
Dinho - A gente parou porque o sabão cró-cró não fez efeito.
Deborah - Como é o sexo dos elefantes?
Dinho - Alguns são fêmeas, outros são machos. (muitos risos)
Tiago - Vocês querem fazer sucesso em outros países?
Dinho - A gente recebeu um convite para ir a Portugal, mas, antes, estamos escalando vários seguranças. (risos)
Paula - É verdade que vocês recusaram um convite para fazer comercial de cerveja? Por quê?Dinho e Sérgio - A gente achou que não ia ser legal para o nosso público infantil. Além disso, a gente não bebe nem fuma.
Anna - Qual é o maior sonho de vocês?
Dinho - Maior sonho? Montar uma banda, fazer sucesso e vender 1 milhão de discos. Mas a gente sabe que isso é muito difícil.
Tiago - Não. Qual é o maior sonho agora?
Sergio - Agora é manter isso.
Dinho - E chegar a 2 milhões de discos vendidos.
Deborah - Algum de vocês já foi convidado para uma suruba?
Dinho - Mas que pergunta é essa? Claro que não.
Rosangela - Você está respondendo por todo mundo?
Dinho - Sim. Eu sou o porta-avião da banda.
Felipe - De onde vocês tiram as idéias para as letras das músicas?
Dinho - A maioria das músicas fala de situações do cotidiano. Mas a gente coloca o nosso jeito de ver a coisa. Às vezes, o que pode ser uma tragédia, como a migração nordestina, por exemplo, a gente dá o nosso enfoque. Assim, a coisa fica mais engraçada.
Júlio - A gente vê as tragédias do dia-a-dia de um jeito engraçado.
Anna - Quando você fez sua primeira música?
Dinho - A primeira música, ``Pelados em Santos´´, é de 1991.
Deborah - Quem ficou pelado em Santos? (risos)
Dinho - Eu mesmo! Essa menina só pergunta pornografia. Vocês viram? Só pensa naquilo... (risos)
Felipe - Que esporte vocês praticam?
Dinho - Todo mundo aqui adora futebol, uns mais, outros menos. Os que gostam menos não sabem jogar. É o caso do Júlio e do Bento.
Tiago - Para que time vocês torcem?
Dinho - Eu torço para o Corinthians, graças a Deus! O Bento é palmeirense. Samuel e Sérgio torcem para o São Paulo e o Júlio, para a Portuguesa.
Anna - Como nasceu o grupo?
Samuel - A idéia inicial do grupo, que nem chamava Mamonas ainda, veio do Sérgio.
Felipe - A idéia foi dele?
Samuel - É, ele tocava há mais tempo. Aí eu comecei a tocar também. Nós somos irmãos. Depois, entrou o Bento. A banda era um trio. Tocamos uns cinco ou seis meses assim. Aí, entrou o Dinho e, depois, o Júlio.Anna - Como surgiu o nome ``Mamonas Assassinas´´?
Dinho - A gente queria mesmo Beatles, mas aí a gente descobriu que esse nome já existia e ficou Mamonas Assassinas.
Deborah - Qual de vocês é o ``Robocop Gay´´?
Dinho, Samuel e Sérgio - É o Júlio. (risos)
Júlio - O que foi?Dinho, Samuel e Sérgio - Isso você não precisa saber. (risos)
Anna - Que música deu mais trabalho para fazer?
Dinho - O instrumental de ``Lá Vem o Alemão´´, porque a gente não sabe tocar samba e precisou pedir ajuda para os grupos Negritude Jr e Art Popular.
Felipe - Vocês falavam muitos palavrões quando eram crianças?
Dinho - Eu não. Só o suficiente.
Felipe - Onde vocês se encontraram?
Samuel - O irmão do Bento trabalhava com o Sérgio, meu irmão. O Dinho, a gente conheceu em um show. O Júlio, encontramos na rua. Ele era menor abandonado e vendia coisas no farol.
Deborah - Vocês já comeram tatu?
Dinho - Vocês entendem tudo errado. Comer tatu é bom, o problema é que dá dor nas costas, porque, quando ele entra no buraco, você tem de ficar agachado pra tirar o bicho de lá.
Tiago - Onde vocês acharam a música do sabão crá-crá?
Dinho - O Bento cantou a canção e a gente gostou. Como não encontramos registro da música, colocamos no disco que ela é de ``autor desconhecido´´.
Tiago - Vocês usam sabão crá-crá?
Dinho - A gente parou porque o sabão cró-cró não fez efeito.
Deborah - Como é o sexo dos elefantes?
Dinho - Alguns são fêmeas, outros são machos. (muitos risos)
Tiago - Vocês querem fazer sucesso em outros países?
Dinho - A gente recebeu um convite para ir a Portugal, mas, antes, estamos escalando vários seguranças. (risos)
Paula - É verdade que vocês recusaram um convite para fazer comercial de cerveja? Por quê?Dinho e Sérgio - A gente achou que não ia ser legal para o nosso público infantil. Além disso, a gente não bebe nem fuma.
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